de olho no mensalão

pelo Movimento 31 de julho

O pós Mensalão e o risco totalitário…

1 comentário

… a três passos da meta, por Altamir Tojal

Pode parecer exagero ou piada de salão falar em ameaça totalitária no Brasil, mas vale prestar atenção a esse processo: censura à imprensa, aparelhamento do judiciário e submissão do ministério público são objetivos da facção totalitária do PT e seus aliados na política e na economia.

O marqueteiro João Santana venceu seis das sete campanhas presidenciais que fez. E muitas outras eleições. Fala de cadeira, portanto. Garante que Dilma será reeleita em 2014 no primeiro turno. Se fossem candidatos de oposição, Aécio Neves e Eduardo Campos não teriam, somados, 10% dos votos. Lula é imbatível. Se quiser, pega o governo de São Paulo em 2014. Haddad tem tudo para ser presidente da República em 2022 ou 2026. Isso está na Folha de S.Paulo do dia 26.

Se o cenário, dentro do jogo democrático, é tão favorável ao PT e à sua aliança, por que a aposta num modelo totalitário, com censura à imprensa e controle do judiciário e do ministério público, mesmo já tendo aparelhado amplamente a máquina do governo e as estatais, aliciado a maioria dos partidos e dos membros do congresso nacional, ampliado a presença em governos estaduais e municipais, bem como a base de apoio nos sindicatos, além de ter domesticado movimentos sociais e formadores de opinião na universidade e no meio artístico? Aparentemente não faz sentido.

Apesar das suspeitas, não se pode afirmar que todo o PT é totalitário. Totalitária é a facção convencida de que democracia e capitalismo são sinônimos. Logo, derrotar a democracia é acabar com o capitalismo. Parece simplória, mas a tese é essa.

Essa facção é engordada por militantes que não têm qualquer compromisso ideológico. É gente mais simples, cujo objetivo é não largar o osso. Querem continuar no poder por diferentes razões terrestres: desde o medo de perder um bom emprego até a vontade de continuar roubando num cargo qualquer.

É claro que o desejo de toda essa gente – dessa gorda facção totalitária – de se perpetuar no poder, é o mesmo das oligarquias políticas que dão sustentação ao governo. E é a vontade também do imenso complexo financeiro-empresarial, que suga o estado para lucrar, acumular capital e ganhar mercado. São bancos, empreiteiras, indústrias, agronegócios e redes de comércio que patrocinam quem quer que esteja no poder para levar vantagem sobre a concorrência. (…)

O plano de censurar a imprensa está em curso há muito tempo disfarçado de “controle social da mídia” e “lei dos meios”. Enquanto não acontece, aumenta a cada dia a influência do governo sobre veículos que se submetem à pressão econômica e se multiplicam os blogueiros de aluguel. E cresce também a chantagem contra jornalistas que não aceitam o controle.

As metas de dominar o judiciário e o ministério público também são antigas, mas ganharam caráter emergencial com o julgamento do Mensalão.

Os governos do PT nomearam oito ministros do STF, mas somente dois atuaram estritamente como quadros partidários durante o julgamento: Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Isso acendeu o sinal vermelho na facção totalitária, que agora quer pressa no aparelhamento do Supremo e demais tribunais.

A lógica da facção com relação ao ministério público é semelhante. (…)

Ao contrário de países vizinhos, como Venezuela e Argentina, algumas instituições conseguem resistir no Brasil com certa autonomia, como parece ser o caso do judiciário, do ministério público e de parte da imprensa, bem como de algumas outras corporações e setores.

Aniquilar essa resistência passa assim a ser a grande causa das mentes totalitárias que estão no poder, porque mesmo vencendo eleições não asseguram o domínio total sobre tudo e todos para sempre. Aí passa a fazer sentido ser totalitário mesmo num cenário eleitoral favorável. Para essa turma, a democracia atrapalha e tem de ser eliminada.

E o anticapitalismo? Parece que a essa altura do campeonato a facção prefere deixar como está. Se a China consegue ser capitalista e totalitária, porque o Brasil não vai conseguir?

Nota: Aparelhamento é a ocupação de uma organização por um grupo, que a invade controlando postos estratégicos, com a finalidade de usá-la para seus objetivos particulares. O livro A Elite Dirigente do Governo Lula, de 2009, informa que dos funcionários públicos federais mais bem pagos, 45% são ativistas sindicais e, entre eles, 82% de filiados ao PT

Leia este ótimo artigo na integra no blog “Este Mundo Possivel”, aqui.

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Autor: deolhonomensalao

O MOVIMENTO 31 DE JULHO é o responsável por este blog. Desde meados de 2011 o movimento vem organizando e participando de manifestações contra a corrupção e a impunidade, tais como: passeatas, comícios e também ações na Internet, realizadas em conjunto com outros grupos do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Promoveu o abaixo-assinado – SOS_ STF- pelo julgamento do Mensalão, o Troféu Algemas de Ouro e a Campanha do Pega Ladrão. Vem contribuindo para causas vencedoras, como o reconhecimento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a confirmação do poder do CNJ de investigar e punir irregularidades no Judiciário e a confirmação do julgamento do Mensalão, a maior conquista da sociedade contra a impunidade.

Um pensamento sobre “O pós Mensalão e o risco totalitário…

  1. Nem tanto um comentário. Hoje irei somente elogiar um “protesto” corajoso.
    A luta entre o “Oba-oba” e a seriedade nas relações entre as pessoas, é muito antiga, e detecto ela até mesmo ao ler textos dos antigos filósofos pré-socráticos.