de olho no mensalão

pelo Movimento 31 de julho

O Mensalão e Peluso: adeus

NOSSA OPINIÃO

Esperado por muitos e temido pelos acusados, o voto do ministro Peluso justificou plenamente o respeito de seus pares por sua serenidade e comprovada sabedoria jurídica.

Didático, mas sem pedantismo, a simplicidade de sua fala torna compreensível, até para os leigos, a racionalidade do julgador diante de tão emblemático processo. Ao discorrer que a eficácia dos indícios é a mesma eficácia das provas, Sua Exa., abdica de quaisquer conhecimentos meramente doutrinários do Direito, fundamentando seu raciocínio apenas na lógica da análise dos fatos, documentos e, pasmem, de declarações contraditórias dos próprios acusados, de fácil e óbvio entendimento inclusive de leigos.

Por exemplo, cita ser inverossímil a alegação de que R$ 50 mil recebidos em Set de 2003 destinavam-se a custear pesquisa eleitoral a ser realizada em 2004; assim como uma empresa contratada por critérios técnicos necessitasse subcontratar serviços que “um simples office boy poderia fazer” e outros raciocínios que, por suas singelezas, independem de formação doutrinária em direito.

Triste assistir à despedida do Peluso, fará falta.

Triste assistir advogados tão afamados produzir defesas tão superficiais. Apostaram na impunidade.

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Autor: deolhonomensalao

O MOVIMENTO 31 DE JULHO é o responsável por este blog. Desde meados de 2011 o movimento vem organizando e participando de manifestações contra a corrupção e a impunidade, tais como: passeatas, comícios e também ações na Internet, realizadas em conjunto com outros grupos do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Promoveu o abaixo-assinado – SOS_ STF- pelo julgamento do Mensalão, o Troféu Algemas de Ouro e a Campanha do Pega Ladrão. Vem contribuindo para causas vencedoras, como o reconhecimento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a confirmação do poder do CNJ de investigar e punir irregularidades no Judiciário e a confirmação do julgamento do Mensalão, a maior conquista da sociedade contra a impunidade.

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