de olho no mensalão

pelo Movimento 31 de julho

O Mensalão e o destino de João Paulo Cunha

Revisor vota nesta quinta-feira sobre acusação contra João Paulo Cunha

Na quarta-feira, Lewandowski pediu a condenação de ex-diretor do Banco do Brasil

AGÊNCIA BRASIL, publicado 23/08/12 – 10h06

Lewandowski e Barbosa: revisor e relator pediram a condenação de Pizzolato

AILTON DE FREITAS / AGÊNCIA O GLOBO

BRASÍLIA – O julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) será retomado nesta quinta-feira com a conclusão do voto do revisor, Ricardo Lewandowski. O revisor vai analisar o caso do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que responde por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato (desvio de dinheiro público). Na quarta-feira, Lewandowski votou pela condenação de Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e duas vezes por peculato; e dos proprietários da DNA Propaganda, Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, por corrupção ativa e peculato.

Pelo cronograma, votarão nos próximos dias os ministros Rosa Maria Weber, Luiz Fux, José Antônio Dias Toffoli, Cármen Lúcia, Cezar Peluso, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Carlos Ayres Britto, o presidente da Corte Suprema.

Por entender que não há nos autos prova de prática de crime, o ministro revisor absolveu Luiz Gushiken, ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. No começo do julgamento, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a absolvição de Gushiken e de Antonio Lamas, irmão de Jacinto Lamas, tesoureiro do extinto Partido Liberal (PL).

Réus foram considerados culpados na quarta

Lewandowski considerou Pizzolato culpado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A corrupção ativa foi caracterizada, segundo o revisor, no recebimento de vantagem indevida para autorizar repasses antecipados de recursos à DNA Propaganda, no curso do contrato da agência com o Banco do Brasil.

O revisor, apesar de ter declarado que iria fazer um contraponto ao voto de Barbosa, endossou todas condenações propostas pelo relator. Ele demonstrou que Pizzolato não explicou de forma convincente o recebimento de R$ 326 mil em dinheiro oriundos da DNA Propaganda, empresa de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. De acordo com a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR), Pizzolato teria recebido a vantagem em troca da antecipação de R$ 73 milhões do fundo Visanet – do Banco do Brasil – à empresa de Valério, sem comprovação de serviços prestados.(…)

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Autor: deolhonomensalao

O MOVIMENTO 31 DE JULHO é o responsável por este blog. Desde meados de 2011 o movimento vem organizando e participando de manifestações contra a corrupção e a impunidade, tais como: passeatas, comícios e também ações na Internet, realizadas em conjunto com outros grupos do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. Promoveu o abaixo-assinado – SOS_ STF- pelo julgamento do Mensalão, o Troféu Algemas de Ouro e a Campanha do Pega Ladrão. Vem contribuindo para causas vencedoras, como o reconhecimento da constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa, a confirmação do poder do CNJ de investigar e punir irregularidades no Judiciário e a confirmação do julgamento do Mensalão, a maior conquista da sociedade contra a impunidade.

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